quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

IV (Poema)

Folhas de mandarim traz lembranças pretéritas.
E flor de laranjeira posta entre as folhas do livro
aguçando a busca de elos mais fortes e duradouros.
Vem o cheiro de baunilha,
âmbar e sândalo.
Entre os suspiros,
as lágrimas e os desejos perdidos na madrugada;
entranhadas no corpo de cada recordação
cheios de fragmentos e nós desatados,
nós cegos,
nós não conjugados
A fragrância prolonga-se como um sonho,
dilatando o olhar do dia,
na sintonia com o mundo e em sua busca.
A sua espera.

MMelo,Nov,2008.


p.s. Leia-se também de baixo para cima.

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